A noite Escura da Alma Postado em

Este :Capitulo do livro da morte pode ajudar a compreender:
 
SEUS INTERESSES E
SUAS ATITUDES , 
tão diferente, tão opostos entre si, tinham trocado
por completo. Isto está acostumado a acontecer; e estes fatos seguem certas leis.
assim, quando a aquela professora chegou a lembrança de sua vida anterior,
doeu-lhe muito. Doeu-lhe porque lhe destroçou seu amor próprio. O que soube de sua
vida anterior a estremeceu, e depois queria esquecê-lo. Eu já lhe tinha advertido de
antemão que não devia recordar sua vida anterior sem preparar-se a fundo.
Como me perguntastes isso, darei-lhes algumas noções básicas para que possam
compreender o significado do jati-smaran. Mas não lhes servirão para experimentar com
isso. Os que queiram experimentar terão que estudá-lo por sua conta.
A primeira noção é que o propósito do jati-smaran é, simplesmente, conhecer a
vida anterior de um; para isso, devemos apartar nossa mente do futuro. Nossa mente
está orientada ao futuro e não ao passado. Normalmente, nossa mente está centrada no
futuro; desagrade-se para o futuro. A corrente de nossos pensamentos está orientada
para o futuro, e se nossa mente está orientada para o futuro e não para o passado é pelo
bem da vida. por que preocupar do passado? foi; acabou-se; e o que nos interessa é o
que tem que vir. Por isso perguntamos constantemente aos astrólogos o que nos
reserva o futuro. Interessa-nos descobrir o que vai passar no futuro. que quer recordar
o passado tem que renunciar, por completo, a todo interesse pelo futuro. Pois assim que
o foco da mente se centra no futuro, assim que a corrente dos pensamentos começou a
dirigir-se para o futuro, já não é possível fazê-la voltar para o passado.
assim, o primeiro que terá que fazer é romper por completo com o futuro durante
alguns meses, durante um período de tempo determinado. A pessoa tem que decidir-se
a não pensar no futuro durante seis meses. Se lhe apresenta um pensamento
relacionado com o futuro, limitará-se a saudá-lo e a soltá-lo; não se identificará com
nenhuma idéia de futuro nem se deixará levar por ela. O primeiro é, pois, pensar
durante seis meses que não há futuro e fluir para o passado. E assim, assim que se
solta o futuro, a corrente dos pensamentos flui para o passado.
Para começar tem que retroceder nesta vida; não é possível retornar em seguida
a uma vida anterior. E existem técnicas para retroceder nesta vida. Por exemplo, como
pinjente antes, não recordam o que fizeram-nos dia 1° de janeiro de 1950.
Existe uma técnica para descobri-lo. Se entrarem na meditação que lhes indiquei,
ao cabo de dez minutos (quando a meditação se feito mais profunda, quando o corpo
esteja depravado, a respiração esteja relaxada, a mente esteja tranqüila), então deixem
que o único que fique na mente seja a pergunta: “O que aconteceu 1° de janeiro de
1950?” Deixem que toda sua mente se centre nisso. Se essa for a única nota que
ressona em sua mente, ao cabo de vários dias verão de repente que se levanta um pano
de fundo: aparece-nos primeiro dia de janeiro, e começam a viver de novo todos e cada
um dos fatos daquele dia, da saída do sol até a noite. E verão em primeiro de janeiro
com muito mais detalhe de que puderam ver realmente naquele dia concreto, porque
aquele dia possivelmente não estavam tão conscientes. De modo que devem começar
por fazer experimentos de regressão nesta vida atual.
É muito fácil fazer regressões até a idade de cinco anos; volta-se muito difícil
chegar antes desta idade. E, em geral, não podemos recordar o que aconteceu antes
dos cinco anos de idade; é o limite máximo que podemos alcançar. Algumas pessoas
podem recordar até seu terceiro ano de vida. Mas mais à frente se volta extremamente
difícil: levanta-se como uma barreira ante a entrada e todo se bloqueia. A pessoa que
adquire a capacidade de evocar será capaz de despertar plenamente a lembrança de
qualquer dia a partir de seus cinco anos de idade. A lembrança começa a reviver por
completo.
Depois, terá que pô-lo a prova. Por exemplo, anotem em um papel os fatos de
hoje e guardem sob chave. Vos anos mais tarde, recordem o dia; leiam a nota e
comparem com ela sua lembrança. Descobrirão com assombro que fostes capazes de
evocar mais coisas das que tinha cotado no papel. Os sucessos voltarão para sua
memória com toda segurança.
O Buda chamou a isto alaya-vigyan. Há um rincão de nossas mentes ao que o
Buda chamou alaya-vigyan. “Alaya-vigyan” significa “o armazém da consciência”. Assim
como nós guardamos todos nossos trastes no porão da casa, existe um armazém da
consciência onde se recolhem as lembranças. Tudo se guarda nele, nascimento detrás
nascimento. Nada se retira nunca dali, porque o homem não sabe nunca quando pode
necessitar essas coisas. O corpo físico troca, mas em nossa existência continuada esse
armazém segue existindo, segue conosco. Nunca sabemos quando podemos necessitálo.
E seja o que seja o que tenhamos feito em nossas vidas, o que tenhamos visto,
conhecido, vivido, todo isso se armazena ali.
Ele que é capaz de recordar até a idade de cinco anos pode chegar além de tal
idade: não é muito difícil. A natureza do experimento será a mesma. além dos cinco
anos há outra porta que lhes conduzirá até o ponto de seu nascimento, até o momento
em que apareceram sobre a Terra. Então nos encontramos com outra dificuldade,
porque as lembranças de nossa estadia no ventre materno tampouco desaparecem
nunca. Podemos nos introduzir também nestas lembranças, chegando até o instante da
concepção, até o momento em que se unem os gens da mãe e do pai e entra a alma. O
homem só pode entrar em suas vidas anteriores depois de ter chegado a este ponto; não
é capaz de entrar nelas diretamente. Devemos realizar toda esta viagem de volta: só
então é possível passar também à vida anterior.
depois de ter entrado na vida anterior, a primeira lembrança que nos chegue será
do último sucesso que teve lugar naquela vida. Recordem, não obstante, que isto
provocará certas dificuldades e que não terá muito sentido. É como se projetamos um
filme parte atrás ou como se lemos uma novela começando pela última página: sentimonos
perdidos. Nossa primeira entrada em nossa vida anterior, confundirá-nos, porque a
seqüência dos fatos estará em ordem inversa.
Quando voltarem a sua vida anterior, encontrarão-lhes em primeiro lugar com a
morte; depois, com a vexe, com a juventude, com a infância, e, por último, com o
nascimento. Estará em ordem inversa, e nessa ordem lhes resultará muito difícil
entender as coisas. assim, quando sair à luz a lembrança pela primeira vez lhes sentirão
tremendamente inquietos e agitados, porque é difícil entender as coisas; é como se
vissem um filme ou como se lessem uma novela ao reverso. Possivelmente só sejam
capazes de desentranhar um fato depois de reordená-lo várias vezes. De modo que o
maior esforço que terá que realizar ao voltar para as lembranças de nossa vida anterior é
o de ver em ordem inversa uns fatos que normalmente transcorrem em ordem normal.
Mas, ao fim e ao cabo, qual é a ordem normal, e qual é o inverso? É simplesmente uma
questão de como entramos no mundo e de como saímos dele.
Ao princípio semeamos uma semente, e a flor aparece ao final. Mas se
observarmos este fenômeno ao reverso viria em primeiro lugar a flor, seguida do casulo,
da planta, das folhas e do broto, e o último seria a semente. Como não temos um
conhecimento prévio desta ordem inversa, necessitamos muito tempo para reordenar
coherentemente as lembranças e para determinar claramente a natureza dos fatos. O
mais estranho é que virá em primeiro lugar a morte, seguida da velhice e da
enfermidade, e depois virá a juventude: as coisas acontecerão em ordem inversa. Ou,
se lhes casaram e lhes divorciaram, quando repassarem o baú das lembranças verão em
primeiro lugar o divórcio, seguido do amor e, depois, do matrimônio.
Será extremamente difícil seguir os sucessos desta maneira regressiva, porque
normalmente compreendemos as coisas de uma maneira unidimensional. Nossas
mentes são unidimensionales. É muito difícil ver as coisas na ordem contrária: não
estamos acostumados a tal experiência; estamos acostumados a nos mover de maneira
linear. Fazendo um esforço, não obstante, podemos compreender os sucessos de uma
vida passada seguindo, secuencialmente, a ordem inversa. Sem dúvida, será uma
experiência incrível.
Repassar as lembranças seguindo esta ordem inversa será uma experiência
surpreendente, porque ao ver em primeiro lugar o divórcio, depois o amor e depois o
matrimônio ficará claro imediatamente que o divórcio era inevitável: o divórcio era
inerente ao tipo de amor que se produziu: o divórcio era o único resultado possível do
matrimônio que teve lugar. Mas no momento daquele matrimônio da vida anterior não
tínhamos a menor ideia de que acabaria em divórcio; e o divórcio foi conseqüência desse
matrimônio. Se víssemos tudo isto em sua integridade, então o amor de hoje seria algo
completamente diferente, porque agora poderíamos ver de antemão o divórcio que tinha
aparelhado; agora poderíamos ver a inimizade que se mora, antes inclusive de
estabelecer a amizade.
A lembrança da vida anterior dará a volta por completo a nossa vida atual, porque
já não serão capazes de viver como viveram em sua vida anterior. Em sua vida anterior
tinha a opinião (e inclusive agora persiste essa opinião) de que o êxito e a felicidade
grande se conseguiam a apóie de lavrar uma fortuna. O que verão primeiro em sua vida
anterior será sua estado de infelicidade, antes de que vejam como ganharam essa
fortuna. Assim verão claramente que o fato de ganhar uma fortuna, em lugar de ser
uma fonte de felicidade, conduziu-lhes em realidade à infelicidade; e verão que a
amizade lhes conduziu à inimizade; que o que tomavam por amor se converteu em ódio,
e que o que acreditava que era uma união se converteu em separação. Então verão pela
primeira vez as coisas em sua perspectiva correta, com seu transcendência completa. E
estas conseqüências trocarão sua vida, trocarão por completo o modo em que vivem
agora. Será uma situação completamente diferente.
 
 
 

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